A História da Squier

A história detalhada da Marca e seus instrumentos

Uma história detalhada do nome e dos instrumentos musicais Squier®

A Fender comprou a Squier em 1965, quando ainda se chamava V.C. Squier Company e em 1982, a empresa ressurgiu como uma marca de instrumentos com excelente relação custo/benefício, tendo seus instrumentos inicialmente distribuídos no Japão e depois Europa, América do Norte e, então, para o resto do mundo.

Nessa época, muitos fabricantes ofereciam cópias de modelos clássicos Fender a preços mais convidativos, incluindo os modelos Stratocaster, Telecaster, Precision Bass e Jazz Bass. Quando as versões desses instrumentos fabricadas pela Squier chegaram ao mercado, a associação entre a marca e produtos baseados nos modelos clássicos Fender, porém com qualidade superior às cópias existentes no mercado e o preço convidativo foi imediata e isso acabou fazendo a marca ressurgir como uma força no mercado de instrumentos musicais.

Para manter e controlar os custos ano a ano, os instrumentos Squier são produzidos em diversos países, como Japão, Coréia, Índia, China, Indonésia e México. A marca não se resume a criar cópias dos irmãos mais velhos da Fender, projetando e fabricando instrumentos exclusivos, contudo o maior sucesso, de fato, sempre foi com os modelos semelhantes aos modelos Fender a um custo menor...

Victor Carroll "V.C." Squier.

V.C. Squier

Jerome Bonaparte “JB” Squier, um jovem imigrante Inglês que chegou em Battle Creek, EUA, no final do século 19 era um fazendeiro e fabricante de sapatos que havia aprendido a fina arte Européia de luthieria de violinos. Ele se mudou para Boston em 1881 e construía e consertava violinos com seu filho Victor Carroll (V.C.) Squier. Até hoje, seus violinos são reconhecidos pelo acabamento excepcional e estão entre os violinos mais caros e tradicionais dos primeiros fabricados nos EUA. De fato, J.B. Squier está entre os melhores fabricantes de violinos dos EUA e é reconhecido como “O Stradivarius Americano”.

Victor voltou para Battle Creek e abriu sua própria loja em 1890. Conforme ele obtinha sucesso nos negócios, mudou a fábrica para um lugar maior e fez parcerias com diversas escolas de música e violinistas famosos.

Um catálogo de cordas Squier de 1965.

Até 1900, as melhores cordas para violino eram feitas na Europa, então Victor Squier começou a fazer suas próprias cordas. E sua empresa cresceu tão rapidamente que ele e seus empregados tiveram que improvisar e transformaram uma máquina de tecer em uma máquina de enrolar fio, produzindo cerca de 1000 cordas de alta qualidade por dia. As cordas de violino, banjo e guitarra/violão Squier se tornaram conhecidas em todo o país graças à sua qualidade e ao preço justo.

Nos anos 30, Squier passou a fabricar cordas para os novos instrumentos elétricos da época e o nome Fender cruzou o caminho de Squier nos anos 50, quando Squier passou a fornecer cordas para o inventor Leo Fender utilizar em suas modernas e diferentes guitarras elétricas. Em 1963, a Squier se tornou um fabricante de equipamentos oficiais para a Fender, sendo vendida para a famosa marca de guitarras em 1965, um pouco antes da CBS comprar a própria Fender. No meio dos anos 70, o nome Squier foi aposentado e as cordas passaram a utilizar o nome Fender.

 

 

 

1982 – 1983: Guitarras Squier JV

Conforme a quantidade de guitarras asiáticas – especialmente Japonesas – clones de guitarras Vintage Fender inundou o mercado Europeu, a Fender agiu rápido e montou uma fábrica no Japão, a Fender Japan, em Março de 1982. A Fender Japan produzia guitarras com material e suporte técnico da Fender USA e incluía diversos modelos Vintage anos 50 e 60 Fender. Porém, a Fender precisava competir com as guitarras de baixo custo clonadas e a solução foi trazer de volta o nome Squier para guitarras tipo exportação na nova fábrica Japonesa. Esses instrumentos ficaram conhecidos como Squier JV (“Japanese Vintage”) e tinham excelente qualidade, pequenas mudanças de design e um pequeno logo Squier. Esses modelos foram produzidos até 1984 e são venerados até hoje pela qualidade e raridade. Então, logo depois, o logo Squier ficou maior e ganhou um “by Fender” abaixo, que permanece até hoje.

Um anúncio Squier de 1984.

1983-1985: Mágica no Ar

No final de 83, a Fender resolveu importar os instrumentos Squier para os EUA para concorrer com o mercado interno de guitarras-cópias que surgiam. Para destacá-las das cópias, porém tomando cuidado para que não concorressem com os modelos Fender Americanos, as guitarras Squier receberam recursos de modelos dos anos 70 e  foram tratadas como “oficialmente autorizadas” a utilizarem o design clássico Fender.

 

 

 

Um catálogo Squier de 1989
com a série Standard.

 

 

1985-1995: Lançamento da Standard

A Squier Standard Series lançada no meio dos anos 80 era baseada em modelos Vintage, porém com mais recursos modernos (semelhantes aos utilizados nas guitarras Fender). Entre alguns modelos lançados na época, a única que perdurou e ganhou seu espaço foi a linha Squier Standard.

 

 

Squier Venus e Super-Sonic de 1997.

1996-1998: Affinity, Pro Tone e Vista!

A linha de produtos Squier ganhou novos membros em 1996: Affinity e Pro Tone/Vista – guitarras e baixos. Logo depois apareceu a linha Standard que permanece até hoje e a linha mais top Pro Tone.

 

 

2000-2002: Showmasters, 7 cordas e Artist

Na virada do milênio a Squier resolveu lançar duas novas séries de guitarras; a linha Showmaster, muito semelhante à clássica linha HM dos anos 80, sem escudo e com ponte fixa, e também os novos modelos de 7 cordas, que acabaram não durando muito tempo em produção. Em 2002 a Squier lançou a série 24, em referência à escala de 24 ¾” e também o modelo Artist Tom DeLonge Stratocaster, em homenagem ao frontman da banda Blink 182.

 

 

 

Série Squier Standard de 2000.

2003-2005: Modelos Especiais e Séries Limitadas

Desde o começo dos anos 2000, a Squier já vinha obtendo grande sucesso com seus lançamentos e os grandes sucessos chegaram em 2004 com os modelos Jagmaster II e Squier ’51; instrumentos com excelente qualidade e preço convidativo. Nessa mesma época, a empresa lançou os modelos Master M-80 e Espirit, que traziam diversos recursos da Fender a preços mais competitivos.

 

 

 

Squier Hello Kitty® Stratocaster.

2006-2007: Modelos Lifestyle e Vintage

A Squier adentrou o campo Lifestyle em 2006 em parceria com a Sanrio criando uma série especial Hello Kitty de guitarras e baixos e a linha OBEY de guitarras. Em 2007, a empresa lançou sua primeira linha Vintage Modified de Stratos e Teles com modificações “hot rod”, atingindo grande sucesso..

 

 

 

Pete Wentz (Fall Out Boy) com seu Squier
Precision Bass signature.
Foto: Pamela Littky

O Futuro: Parceria com Artistas, Novas linhas e muito mais!™

Desde o começo da história da Fender, a parceria com artistas sempre foi muito importante, não só para que a marca fique mais conhecida, mas para também que os produtos evoluam com sugestões desses artistas. A Squier entrou nesse campo em Abril de 2007 com três modelos de baixo Signature: Mike Dirnt (Green Day), Frank Bello (Anthrax) e Pete Wentz (Fall Out Boy). Posteriormente, a empresa também fechou parceria com Avril Lavigne, John 5, Deryck Whibley e muitos outros artistas.

Ainda no final da primeira década do novo milênio, a Squier lançou a linha Classic Vibe com instrumentos que remetem aos clássicos instrumentos dos anos 50 e 60, com toda a vibe da geração pioneira do rock e surf music!

A Squier é Fender – utilizando a mesma plataforma de produtos, marcas, padrões e ícones. A Squier é a marca ideal para quem procura um instrumento de qualidade e com toda a confiabilidade Fender a um preço mais competitivo, seja músico profissional ou quem toca apenas por hobby.